Protesto em Belém é contra Reforma Administrativa e pelo impeachment de Bolsonaro

O ato em Belém reuniu milhares de pessoas nas ruas do centro da cidade na manhã deste sábado, 2. A concentração ocorreu no Mercado de São Brás, às 8h, de onde os militantes seguiram em marcha rumo à Praça da República. Uma faixa com 60 metros de extensão e os dizeres "Pela Amazônia, Educação Pública e SUS: Não a Reforma Administrativa", confeccionada pelos sindicatos ADUFPA, Sinditifes e Sinasefe, foi estendida durante ao longo da Avenida José Malcher, que ficou tomada pelos manifestantes.

O ato deste sábado teve participação expressiva do público, em comparação com as edições anteriores. Segundo estimativa dos órgãos de segurança pública, cerca de 7 mil pessoas compareceram ao ato. Além de exigir o cancelamento da Reforma Administrativa, representantes de centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais e populares e partidos da esquerda reafirmaram seu posicionamento em defesa da vida e pelo Fora Bolsonaro.

"As pessoas estão numa situação de fome, de miséria e não tem como seguir com um presidente que não prioriza o trabalhador a trabalhadora, pelo contrário, quer que o trabalhador pague por essa crise, quer aprovar a PEC 32, que acaba com os direitos do trabalhador e com os serviços públicos. Esse 2 de outubro é uma data importante, pois mostra a unidade das forças contra o governo Bolsonaro", disse a vice-líder do PSOL, deputada Vivi Reis.

Apesar da aglomeração, a maioria dos manifestantes usava máscaras. Também foi possível observar a distribuição dos equipamentos e, a todo o momento, organizadores do ato alertavam para a necessidade de manter as medidas de segurança contra a covid-19.

Além de Belém, foram realizados no Estado atos nos municípios de Ananindeua, Altamira, Bragança e Santarém.

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